Ainda não tinha tido tempo nem disposição para me referir ao tal concerto do dia 8 de Novembro no Pavilhão Atlântico.
Realmente, como previa, o tempo dispendido não foi tempo perdido. Boa companhia, boa jantarada, de que fez parte uma valente bifalhada na Portugália (passe a publicidade), boa cervejola (preta, Sagres, é claro!), e de seguida 1h45m de puro extâse.
De fazer inveja ao reveillon da Madeira, os Rammstein apresentaram-se em palco munidos de pirotecnia, fogo, fumo e luzes de alto calibre a que juntaram décibeis que fizeram qualquer Armagedão parecer brincadeira de criança. Para facilitar a descrição, a vibração que se sentia na bancada era comparavel ao antigo estádio da Luz quando o metro passava por baixo.
Naquele que foi o primeiro concerto da digressão europeia dos Rammstein, vintões, trintões, quarentões, cinquentões e sessentões (estas duas últimas classes um pouco para espanto meu) saltaram, guincharam e entoaram do princípio ao fim os temas do último disco e os clássicos já consagrados, criando uma atmosfera espectacular de simbiose entre a banda e o público e vice-versa.
Depois dos dois encores finais, e de quase duas horas de divertimento de 1ª classe, saí do Atlântico fã e capaz de garantir que este foi talvez o melhor concerto a que assisti nos últimos anos.
Avé Rammstein!
Aqui ficam alguns vídeos captados por alguns dos 15000 espectadores que lotaram por completo a sala: