
Coisa que não falta à chusma bancária é imaginação. Quando se fala de marketing agressivo há que contar com esta seita que não se deixa ultrapassar pelas inovações e que não perde oportunidade de as pôr em prática.
O fervor pelos cifrões é de tal forma compulsivo que qualquer expediente para impingir produtos e serviços ao cliente é válido e utilizado.
A fórmula agora passa pelo envio de sms’s, tentando induzir aos incautos a ideia de que qualquer coisa se passa com a sua conta bancária e que, por conseguinte, este deve ligar urgentemente para um número de telefone disponibilizado ou apresentar-se num balcão.
Reproduzo na íntegra a mensagem recebida:
“Para tratar assunto relativo a sua conta, por favor ligue ********* indicando refª ***** ou dirija-se a um Balcão até às 14.30. Cumprimentos Banco *********”
Ora, o que é que esta seita pretende com este alarme? Muito simples, apanhar o desgraçado num balcão, efectuar-lhe uma lavagem cerebral e esmifrar-lhe o dinheiro de forma a ser aplicado em produtos de uso corrente, de investimento e especulação geridos pela entidade bancária e/ou similar (cartões de crédito, acções, fundos, seguros, empréstimos, etc.), ou seja tudo o que possa constituir uma maior e efectiva ligação e consequente dependência do cliente em relação ao banco. Na prática tudo o que possa consolidar o velhinho conceito “estar nas minhas mãos”.
Comigo não se safam. Já há algum tempo que tomei a decisão de não investir, para além das contas à ordem, um cêntimo que fosse em bancos privados. E as contas bancárias que tenho em bancos privados são motivadas por contingência laboral, de forma a receber o meu vencimento.
Eles bem têm tentado sacar-me o dinheirinho através de todo o tipo de aliciamentos – desde ofertas de dinheiro (empréstimos) para comprar computadores, carrinhos de mão, férias, bicicletas, automóveis a produtos milagrosos que multiplicam por dezenas o dinheiro investido -, por via telefónica, mail, correio físico, e agora com este novo expediente, mas comigo vão de carrinho. Todo o meu pecúlio está investido, e bem, em diamantes, ouro e cannabis. Mais nada!
6 Novembro, 2009 ás 5:13 pm
E não são os bancos só, Marreta. Ainda ontem, depois de ligar para a minha (minha? sou eu mais deles, fogo!, que não posso ter outra) companhia de telefonia fixa, erre que erre que queriam um número de telemóvel para me oferecer “informação” -para me encherem o saco, era mais.
E quando nos ligam mediante uma voz gravada para nos vender alguma coisa? Não há pachorra para este pessoal.
6 Novembro, 2009 ás 6:16 pm
Os meus parcos meios
estão entregues
aos meus cães
de quem por vezes já desconfio
6 Novembro, 2009 ás 9:53 pm
Comigo não se governam, no banco tenho 20, 30 ecus para uma emergência, ninguém guarda o meu dinheiro melhor que eu. Não necessito desses filhos de puta para nada. Por isso também não recebo chamadas telefónicas indesejadas e indesejáveis.
Abraço e bom fim de semana
6 Novembro, 2009 ás 10:18 pm
Pagam um juro ridículo
ao pequeno aforrador
exploram-no ao infinito
se ele for um devedor
7 Novembro, 2009 ás 1:30 am
Marreta,
E quanto mais endividado tiver o indivíduo, mais o enterram, essa chusma!
Adorei a “chusma bancária”.
Mas, mais do que engodo, é a vampirização total.
Há uns tempos atrás, era só ouvir que a banca privada, é que era eficiente, era muito moderna, era tudo e mais alguma coisa.
Muito boa gente teve de engolir esses conceitos. Outros queixam-se e dizem “Devolvam-me o meu dinheiro”, pois é!
Por outro lado o banco público era isto e aquilo… Afinal na realidade esse é que safa, ainda por cima as merdas/roubos que os “arautos” da finança “moderna” andaram por aí a fazer.
Se não fosse esse banco, muita gente não compraria casa. Já pagaríamos todos taxas nos multibancos, entre outras. Esse banco ainda vai sendo o travão e a vaselina do sistema bancário luso.
Diz-se também que as pessoas que lá trabalham (no tal banco público) são muito bonitas e muito inteligentes.
Abraço,
Zorze
8 Novembro, 2009 ás 11:41 am
Perante as ofertas do mercado, as aplicações do Marreta são seguríssimas e altamente rentáveis.
Cumps
8 Novembro, 2009 ás 11:22 pm
comigo não se safam, os meus bens parcos são mesmo parcos.
9 Novembro, 2009 ás 11:08 am
Não tens paragem, rapaz. Esta tribuna é só mudanças. Ou foi que algum pitosga te reclamou como me fizeram a mim que sobre fundo escuro não via ponto dum corno? ^_^
10 Novembro, 2009 ás 12:09 am
Marreta!
Além de tudo que citastes, temos o absurdo incrédulo de vermos uma instituição, que nada tem de humano, posto que é fictícia, enquanto pessoa, que só existe para lucrar, lidando com o bem-mor do capitalismo, “ter sentimentos” e enviar-nos, parabéns pelo aniversário, feliz natal, Bom ano novo e etc…
Abraços!