Visto que este país cada vez produz menos e o que produz está em grande parte nas mãos de grupos estrangeiros, é imperioso investir em actividades que possam potenciar algum desenvolvimento e riqueza para Portugal.
Uma dessas actividades trata-se do naturismo que, segundo os entendidos na matéria, tem sido vítima de esquecimento, desperdiçando-se assim avultadas divisas que tão bem fariam à economia nacional.
Segundo o presidente da Federação Nacional de Naturismo, milhares de turistas acabam por ficar em Espanha, onde a legislação permite a prática desta actividade em qualquer praia e as condições são óptimas no que a centros de naturismo e hóteis diz respeito.
Em Portugal este mercado é incipiente e explorado quase exclusivamente por cidadãos estrangeiros e a oferta existente resume-se apenas a meia dúzia de turismos rurais e parques de campismo.
Ora com tanta procura, designadamente por parte de turistas do norte da Europa, e num país em que o Sol é rei, porque não utilizar instalações abandonadas de fábricas falidas, fraudelentamente ou não, para reimpulsionar a produtividade nacional?
Porque não criarem-se mecas naturistas aproveitando os hectares de terra não cultivada, nomeadamente no Alentejo?
Porque não incentivar a construção de traineiras naturistas, interligando a parte tradicional que os turistas tanto apreciam, com a componente comercial? As traineiras manteriam a tripulação, mas em vez de redes utilizariam cadeiras e espreguiçadeiras, passeando os naturistas estrangeiros em águas territoriais portuguesas, deixando o pescado para os marroquinos e espanhóis.
E por que não ir mais longe ainda e inovar, criando um sub-mercado direccionado exclusivamente a naturistas femininas, oferecendo resorts com atracções típicas regionais, do estilo Zézé Camarinha, certificados com sêlo de qualidade? Enfim um sem número de possibilidades a explorar.
Afinal de contas é necessário investir em força naquilo para que se está dimensionado, aproveitando as características e potencialidades próprias de cada país.
Cada um tem que se especializar naquilo em que acredita ter mais sucesso. Os árabes tratam do petróleo, os americanos do armamento e da tecnologia de ponta, os asiáticos do arroz, etc.
Nós, portugueses, temos que direccionar toda a nossa energia e criatividade para a indústria do Naturismo, um sector com enormes potencialidades ainda por explorar e que certamente faria em muito diminuir a taxa de desemprego e aumentar o PIB nacional.

9 Comentários
Oh Marreta mais com que este desgoverno contribui??
De tanga já estamos e deixa lá que não falta nãda que ande tudo nu.
Beijokas e um bom domingo
Caro Marreta
É uma actividade atractiva, e desde que o direito de admissão fosse restrito a belos exemplares femininos o Zé candidatava-se com toda a certeza.
Mais a sério, com alguns púdicos que por aí andam, não creio que o projecto merecesse ser considerado PIN.
Abraço do Zé, a caminho do Meco…
Realmente concordo com a Mariazinha, já está tudo de tanga só falta mais um bocadinho para andar tudo ao léu.
Só é preciso a malta prevenir uma coisa, é que o governo de fato e gravata já mete nojo, au naturel, deve dar vontade imediata de fugir daqui, nem que seja a nado para Marrocos….
beijos
Ora aí está uma ideia genial. As camones vêm até ao 3º mundo, descascam-se na totalidade e nós como bons machos latinos entrete-mo-las, quais gigolos portugas, ganhamos uns cobres (o país também)e as nossas caras-metade que se lixem. Boa ideia.
Abraço a banhos
Quem conhece a sua ignorância revela a mais profunda sapiência. Quem ignora a sua ignorância vive na mais profunda ilusão.
É como dizia um velho amigo meu. Portugal é um País para venda de galos de Barcelos e pouco mais. Infelizmente ou talvez não.
As meninas da foto são umas coisas fofas, “de facto”.
Abraço,
Zorze
Olá Marreta,
Pelo menos, muitos, daqueles que não têm trabalho, poderiam encontrar um motivo para esquecer a fome que os apoquenta.
Isto é que é uma questão de prioridade nacional!
Um tema interessante este.
Merece mais abordagens.
Como não sei ler, entretenho-me a escalpelizar as ilustrações.
Caro Marreta,
Passei por aqui sem querer, mas até achei interessante.
Este tipo de segmento de mercado está realmente sub-aproveitado neste cantinho da Europa.
Quanto à tua sugestão sobre aproveitar algumas infra-estruturas deitadas ao abandono, passa pelo meu blog e vê uma boa hipótese… (post de 20-04-2009)
http://melopeter.wordpress.com
Vou voltar cá!